domingo, 24 de março de 2013

Vivências

Quase 4 meses sem cá vir.
Sem tempo, para postar isto ou aquilo, sem tempo para mim e para as minhas coisas, tenho vivido para o trabalho.

A semana passada foram mais de 60 horas. Pergunto-me onde estão as 40 horas (normais)?
Uso os pequenos pedacinhos de tempo, para a casa. Nestes quase 4 meses, entraram por esta porta, um roupeiro, um movel de Tv e outro que servirá como aparador de apoio à mesa da sala.

São bastantes projetos que ainda tenho para fazer e tão pouco tempo para os realizar.

Pessoalmente, não tenho nada a dizer, não tenho vida social.
As mulheres hoje em dia e da minha faixa etária não se querem envolver, não querem compromissos sérios, não acreditam que há homens bons.
São aquelas que sempre chamei de mulheres trauma, não são essas que procuro.
Procuro alguém que esteja de bem com a vida, que tenha um passado (obviamente), porque é isso que nos enriquece, que nos traz histórias de vida. Alguém que não exija, mas que partilhe. Alguém que não crie expetativas demasiado altas de mim, de nós, mas que faça tábua rasa e queira construir um caminho juntos (do inicio).

Dei um prazo a mim mesmo, um ano (entretanto já vai para 9 meses), se nada da minha vida melhorar até lá, salto para o outro lado do Atlântico, à procura de qualidade de vida, à procura da felicidade que tive aqui por momentos, momentos esses que já parecem muito distantes.

Já tinha escrito que tenho vivido para o trabalho? Vivido não, sobrevivido. Porque o ordenado já não dá para quase nada.

Por hoje, chega. Vou até ali e já volto...


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Domínio absoluto

Andei muito calado à cerca do derby da jornada passada. E este silencio tem uma justificação, nada de anormal se passou, o Benfica ganhou, naturalmente.

Como poderia haver duvidas disso? Temos melhor equipa, em termos individuais como coletivos, temos melhor treinador e sendo a bola redonda e 11 para cada lado, a lei natural das coisas dita que o Benfica seria sempre o vencedor.
Estamos em primeiro lugar, somos a melhor equipa, somos mais regulares em resultados e temos um melhor marcador que tem tantos golos como o adversário ( o do derby ) no seu conjunto total de golos na 1a Liga. Isto, senhores sao factos!

Em jeito de dica aqui vai, sportinguistas, têm que ver como abordam os jogos grandes, jogar de igual com equipas melhores, obriga a um desgaste físico que não têm pulmão para os 90 minutos, abrindo espaços e surgem assim as goleadas, naturalmente...

Jesus foi inteligente em duas coisas, Cardozo e Lima na frente, e deixar o adversário correr atras da bola até estoirarem, depois é deixar a equipa fazer magia!

Noutros campos, há mãos que não são mãos há 3 jornadas seguidas...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Festança

Na 6a feira foi a ultima noite do Eurobest.
Para quem não sabe, é um dos mais prestigiados festivais de publicidade europeus.

A cerimonia de entrega de prémios foi no Pateo da Galé no Terreiro do Paço.

Confesso que ainda não tinha ido lá desde que aquilo ganhou nova vida. Gostei, ou melhor, adoro, deu uma nova vida à merecida Praça do Comércio que, na minha humilde opinião, é dos locais mais bonitos de Lisboa.

Voltando à festa, bar aberto, publicitários de todo o canto da Europa, boa música e muita felicidade no ar.

A "Agencia do Ano", ficou-se com um rádio em shorlist, o que não é nada mau tendo em conta o gabarito do evento.
Ficou-se mas poderia ter ido muito mais além, outra agencia portuguesa ganhou prata, com uma ideia que eu tinha apresentado internamente meses atrás.

E só não foi para a frente porque há sentimentos de inveja e de forma propositada, mais uma ideia foi atirada para a gaveta.
Estou convencido que começo a fazer sombra a muitos protegidos...

De qualquer das formas nunca trabalhei para prémios, não foi isso que me fez ser publicitário, os prémios são apenas um confirmação que outros colegas teus reconhecem que tens boas ideias, mas não é sinónimo de bom trabalho...
Os prémios enchem os egos dos criativos, se o criativo fosse um animal seria um camelo, com duas bossas cheias de ego.

(In)Felizmente nunca fui assim, acredito no hard work, e superar as expectativas dos nossos clientes, resultados é o que é preciso, os prémios são acessórios.

Nesta minha coerência, dei os parabéns ao Supervisor Criativo da agencia que ganhou prata, porque a ideia era boa, e porque espero que tenha os resultados que eu esperaria ter quando apresentei a mesma ideia ( um pouco mais refinada) meses atrás internamente à "Agencia do Ano".

A única coisa que me deixa triste é não haver a humildade de quem está acima de mim para reconhecer que tinha razão em insistir tanto para que esta ideia tivesse ido para a frente, mas lá está, voltamos o mesmo, é tudo uma questão de ego, e os egos nunca se deram bem com a humildade.

domingo, 25 de novembro de 2012

Saudades...

... de uma francesinha, sangria e boa companhia.

A agência do ano

Conquistámos na sexta-feira (16/11) o prémio de "Agência do Ano" nos Prémios Eficácia.

Sendo assim, sentiria-me orgulhoso e faria questão em ir à entrega de prémios, mas não sinto (por opção)  e não fui (sem opção).

Indo por partes...

Não sinto orgulho, porque não me sinto como elemento que coquistou este prémio, de forma propositada, sou deixado de lado e acreditem que já fiz tudo para que me auto-motivasse, mas chega a um ponto que legalmente ainda tenho uma relação em monogamia com a "Agência do Ano", mas já não dormimos na mesma cama, nem no mesmo quarto, apenas partilhamos as mesmas paredes.
E todos nós já passámos por isso, olhar para o lado e sentir... nada!


Por outro lado, não fui à entrega de prémios, onde poderia começar a angariar contactos para dar um salto e pedir o divórcio de vez à "Agência do Ano" e ir viver uma vida com objetivos, novas aventuras, novos sentimentos, novas paixões.
O problema é que não pude ir, porque enquanto uns se divertiam, bebiam copos e tiravam fotografias, eu estava fechado em frente ao computador a trabalhar numa "Agência do Ano" que parecia fantasma.


O que me choca não é o facto de não ter ido, choca-me a atitude de outros colaboradores, que pouco lhes interessa este prémio e vão com objetivos definidos muito diferentes do que se esperaria para esta ocasião. E têm a lata, muita lata de o dizerem a boca cheia. Seja por um aumento, ou por dar graxa ao CEO, que acaba por ser o mesmo...

E pergunto-me a mim mesmo: "Mas serei só eu a ver isto?"




Uma coisa é não sentir orgulho no prémio, outro é ter consciência de que em vez de estar de copo na mão e a tirar fotografias com o CEO e Diretores Criativos, estou a contribuir para que no próximo ano, tenhamos outro prémio igual na estante.

Cada dia que passa, cresce mais a ideia de ir para fora daqui!